Se você está pensando em investir em imóveis, comprar para morar ou simplesmente entender para onde o mercado está indo, este é um dado que merece atenção. Vamos destrinchar o que isso significa — com o olhar de quem atua no mercado imobiliário catarinense todos os dias.
Segundo a Pnad Contínua do IBGE (2026), entre 2016 e 2025:
Em outras palavras: quase 1 em cada 4 brasileiros mora de aluguel hoje. É o maior nível já registrado pelo IBGE.
Para comparação, esse percentual ainda está abaixo de economias desenvolvidas como os Estados Unidos (31%), a média da União Europeia (34%) e a Suíça (57%) — o que sugere que a tendência tem espaço para continuar avançando nos próximos anos.
A matéria original do portal Portas (Loft) aponta alguns fatores estruturais, mas cruzando com outras pesquisas de mercado dá pra montar um quadro mais completo:
Em 2025, a Selic chegou a 15% ao ano — a mais alta em quase duas décadas. Isso fez as taxas de financiamento imobiliário começarem em 11,29% e alcançarem mais de 13% em muitos casos. Na prática, a parcela de um imóvel financiado ficou entre 30% e 50% mais cara do que em 2021, segundo análise do ImobConecta.
Quem não conseguiu comprar, foi alugar.
De acordo com o Índice FipeZAP, o aluguel residencial acumulou alta de 2,45% só no primeiro trimestre de 2026, superando o IPCA (1,92%) e o IGP-M (0,19%) no mesmo período. A projeção é fechar 2026 entre 7% e 9% de alta — bem acima da inflação prevista.
Em 12 meses até março de 2026, o crescimento médio foi de quase 9%, com altas concentradas em capitais fora do eixo tradicional Rio-São Paulo.
A Pnad também revelou outro dado transformador: 19,7% dos lares brasileiros são habitados por uma só pessoa — contra 12,2% em 2012. São 8,2 milhões de lares unipessoais a mais em pouco mais de uma década.
Esse perfil tem implicações diretas: mais procura por apartamentos compactos, preferência por localização em detrimento de tamanho, e maior propensão a morar de aluguel em vez de comprar.
Entre 2016 e 2025, o número de apartamentos no Brasil cresceu 48,7%, contra apenas 14,2% das casas. A verticalização está ganhando espaço em ritmo três vezes maior — um reflexo direto da urbanização, do custo do solo e da mudança no arranjo familiar.
Aqui o cenário tem nuances importantes. Santa Catarina é um dos estados que mais se destacam no mercado imobiliário nacional — e Blumenau, especificamente, vem acompanhando o movimento:
Ou seja: a combinação de forte valorização + aluguel em alta + economia regional aquecida coloca o investidor catarinense numa posição estratégica. Quem tem imóvel para locar está com ativo valorizado; quem quer comprar precisa se mover com planejamento.
Para quem está do lado de cá do balcão — seja pensando em investir, seja procurando onde morar — alguns pontos merecem reflexão:
Se você é proprietário: seu imóvel está valendo mais, e o aluguel acompanha essa curva. Mas atenção à qualidade do inquilino e ao contrato: a inadimplência do aluguel atingiu o menor patamar da série histórica em março/2026 (5,4%), então o mercado está saudável, mas seleção segue sendo chave.
Se você procura aluguel: os reajustes estão mais pesados em novos contratos do que nos que já estão em vigor. Fechar um bom negócio agora pode travar um custo mais baixo pelos próximos 12 meses.
Se você pensa em comprar: a queda da Selic prevista para 2026 tende a reabrir o crédito imobiliário. A CBIC projeta crescimento de 10% nas vendas do setor este ano. Planejamento agora pode significar condições melhores daqui a alguns meses.
Se você é investidor: o aluguel virou ativo estratégico. Com inquilinos crescendo e oferta ajustando, o rendimento da locação pode superar boa parte das alternativas financeiras nos próximos ciclos — especialmente em cidades com economia sólida como Blumenau.
Os dados do IBGE, do FipeZAP e das principais consultorias do setor contam a mesma história por ângulos diferentes: o mercado imobiliário brasileiro está numa transição estrutural. Menos imóveis quitados, mais inquilinos, mais apartamentos, mais gente morando sozinha.
Isso não é ruim nem bom — é o que é. E cabe a cada um (proprietário, inquilino, comprador, investidor) entender esse novo jogo e se posicionar.
Se você quer conversar sobre como esse cenário se aplica ao seu caso específico — seja pra investir, vender, comprar ou alugar em Blumenau e região — fala com a gente. A gente acompanha esses dados o ano inteiro justamente pra traduzir isso em decisão boa.
Fontes:
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Publicado por Zroo Imóveis
O CUB Residencial Médio de Santa Catarina chegou a R$ 3.151,24 por metro quadrado em agosto de 2026, alta de 0,96% no mês e acumulado de 5,18% em 12 meses, segundo o Sinduscon SC. O CUB Comercial Médio ficou em R$ 3.353,70. Para quem comprou imóvel na planta, essas variações impactam diretamente as parcelas mensais, já que a maioria dos contratos de incorporação usa o CUB como indexador. Para investidores, o dado reforça que construir está ficando progressivamente mais caro, o que tende a sustentar os preços dos imóveis prontos no mercado de Blumenau.
O IGP-M de julho de 2026 caiu 1,16%, aprofundando a queda de 0,50% registrada em junho, segundo dados da FGV. Com esse resultado, o acumulado dos últimos 12 meses ficou em 2,76%, o menor patamar dos últimos meses. É esse percentual que define o reajuste anual dos contratos de aluguel com aniversário em agosto. Um aluguel de R$ 3.000 passa a R$ 3.082,80. De R$ 4.000, vai para R$ 4.110,40. Em Blumenau, onde os aluguéis subiram 8,63% nos últimos 12 meses segundo o FipeZAP, vale avaliar se o contrato ainda reflete o valor real de mercado na hora da renovação.
Ninguém mora no mesmo tipo de imóvel para sempre. A necessidade de espaço muda conforme a vida muda: o estudante que chegou a Blumenau para a FURB não tem as mesmas prioridades de quem acabou de ter o primeiro filho. O Brasil já tem 15,6 milhões de pessoas morando sozinhas, crescimento de 109,8% em 13 anos, segundo a PNAD Contínua do IBGE. Ao mesmo tempo, famílias com filhos buscam 3 dormitórios, área de lazer e proximidade com escolas em bairros como Velha e Garcia. Cada fase exige um imóvel diferente: studio para a vida solo, 2 dormitórios para o casal, 3 ou mais quando chegam os filhos. Entender em qual fase você está antes de assinar o contrato evita mudanças desnecessárias e escolhas que não duram.
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