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Quanto do seu salário pode ir para o aluguel? A conta que todo inquilino precisa fazer antes de assinar o contrato

Quanto do seu salário pode ir para o aluguel? A conta que todo inquilino precisa fazer antes de assinar o contrato

01 de Jul, 2026 Zroo Imóveis 9 min de leitura

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Essa é uma das perguntas mais importantes na hora de escolher um imóvel para alugar, e uma das menos feitas com cuidado. A maioria das pessoas olha para o valor do aluguel, compara com o salário e decide na intuição. O problema é que intuição financeira, na maioria das vezes, erra.

O Brasil tem hoje 46,5 milhões de pessoas vivendo em imóveis alugados, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, divulgada em agosto de 2025. Em oito anos, a proporção de famílias que moram de aluguel cresceu 25%, passando de 18,4% para 23% dos domicílios brasileiros. É muita gente tomando uma decisão financeira recorrente, todo mês, sem necessariamente ter a ferramenta certa para avaliá-la.

Este post é essa ferramenta.


O primeiro erro: confundir renda bruta com renda líquida e esquecer de somar quem mora junto

Foto: Mikhail Nilov via Pexels

Antes de qualquer cálculo, dois pontos fundamentais que passam despercebidos na maioria das conversas sobre orçamento.

O primeiro é a diferença entre renda bruta e renda líquida. Renda bruta é o valor que aparece no holerite antes dos descontos, o número que você fala quando alguém pergunta quanto ganha. Renda líquida é o que cai na conta. São números diferentes, às vezes muito diferentes, dependendo do regime de trabalho, dos descontos previdenciários, do imposto de renda retido na fonte e de outros encargos.

O aluguel é pago com o que sobra depois de todos os descontos. Portanto, é sobre a renda líquida que o cálculo precisa ser feito.

O segundo ponto é igualmente importante: a renda que entra no cálculo não é necessariamente a de uma pessoa só. Para casais e famílias, o correto é somar a renda líquida de todos que vão contribuir com as despesas do imóvel. Um casal onde cada um recebe R$ 3.500 líquidos tem renda familiar de R$ 7.000, e é sobre esse valor que o limite do aluguel deve ser calculado. Esse detalhe muda completamente a equação e abre um leque muito maior de opções de imóveis.


A regra dos 30%: o ponto de partida de qualquer planejamento

A referência mais utilizada por planejadores financeiros e pelo próprio Banco Central do Brasil é a chamada regra dos 30%. O princípio é simples: o total gasto com moradia, incluindo aluguel, condomínio e IPTU, não deveria ultrapassar 30% da renda mensal líquida familiar.

Esse percentual não é arbitrário. Ele representa o ponto de equilíbrio onde, na maioria dos orçamentos, ainda sobra espaço suficiente para alimentação, transporte, saúde, lazer, reserva de emergência e imprevistos, sem que a moradia sufoque o restante das finanças.

Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, as despesas com habitação estão historicamente entre as maiores do orçamento familiar brasileiro. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) utiliza o critério de "ônus excessivo com aluguel" exatamente para famílias que comprometem 30% ou mais da renda com moradia, reconhecendo esse patamar como o limite entre uma despesa saudável e uma situação de risco financeiro.

O dado mais revelador vem da Fundação João Pinheiro, principal entidade que monitora o déficit habitacional no Brasil: o componente de "ônus excessivo com aluguel urbano" passou de 2,814 milhões para 3,035 milhões de domicílios entre 2016 e 2019, sendo o que mais cresceu dentro do déficit habitacional. São famílias que comprometem mais de 30% da renda com moradia e vivem em situação de fragilidade financeira estrutural.


Como fazer o cálculo na prática

Some a renda líquida de todos que vão contribuir com as despesas do imóvel, calcule 30% desse valor e verifique se aluguel, condomínio e IPTU cabem dentro desse limite.


Foto: Mikhail Nilov via Pexels


Exemplos práticos:

A renda líquida considerada é a soma de todos os moradores que contribuem com as despesas do imóvel.


Como o orçamento deve ser distribuído

Com a moradia dentro dos 30%, o que sobra dos outros 70% da renda líquida familiar?

Alimentação e mercado consomem em torno de 25% da renda, considerando compras no supermercado, feira e refeições do dia a dia. Contas fixas como energia, água, internet e telefone ficam entre 15% e 20%, dependendo do perfil de consumo. Transporte, seja combustível, transporte público ou aplicativos, ocupa em torno de 10% a 15%. Lazer representa entre 5% e 10%. E a reserva de emergência, idealmente entre 10% e 15% da renda líquida, é a parte que mais gente corta primeiro e que mais faz falta quando algo inesperado aparece.

Quando o aluguel ultrapassa o limite de 30%, todas as outras fatias precisam encolher. As primeiras a ceder costumam ser lazer, reserva e imprevistos.


Renda variável: um cuidado extra necessário

Para autônomos, freelancers e profissionais com renda variável, o cálculo deve ser feito sobre a média dos meses mais fracos dos últimos 6 a 12 meses, não sobre a média geral. O aluguel chega todo mês, independentemente de como foi o mês de trabalho.

Uma referência mais segura para esse perfil é usar 25% da renda média dos meses mais fracos como teto de moradia. Parece restritivo. É exatamente esse espaço que protege o orçamento quando um mês difícil aparece.


O mercado de aluguel em Blumenau: os números que contextualizam a decisão

Foto: Off Leko via Pexels

Blumenau tem 361.261 habitantes segundo o Censo IBGE 2022, com estimativa de 385.558 pessoas para 2025 e crescimento de 1,31% ao ano. É uma cidade com mercado de locação aquecido, impulsionado pela FURB, pelo setor têxtil e de tecnologia e pelo fluxo contínuo de novos moradores vindos de outras regiões.

Os aluguéis em Blumenau subiram 8,63% nos últimos 12 meses, segundo o Índice FipeZAP, acima da inflação oficial no período. Para casais e famílias que estão planejando a mudança, os valores praticados por perfil de imóvel ajudam a calibrar o orçamento com mais precisão:



Fonte: anúncios ativos em Blumenau monitorados em junho de 2026. Valores variam conforme andar, padrão de acabamento, mobília e localização específica dentro do bairro. Consulte a Zroo para opções disponíveis em https://zroo.com.br/aluga/

Com esses valores em mãos e a tabela de renda familiar acima, fica muito mais fácil identificar qual perfil de imóvel cabe no orçamento e planejar a mudança com segurança.


Antes de assinar: a lista de verificação financeira

Antes de fechar qualquer contrato de aluguel em Blumenau, vale responder a estas perguntas com honestidade:

  1. Qual é a renda líquida familiar real, somando todos que vão contribuir com as despesas?
  2. O aluguel mais o condomínio cabem em até 30% dessa renda?
  3. Vocês têm reserva equivalente a pelo menos 3 vezes o valor do aluguel para os custos iniciais da mudança?
  4. A renda é estável o suficiente para sustentar essa despesa pelo prazo mínimo do contrato, geralmente 12 a 30 meses?

A Zroo tem imóveis em diferentes perfis e faixas de preço em Blumenau e pode ajudar a encontrar a opção que combina com o momento financeiro real da sua família. Veja os imóveis disponíveis em zroo.com.br/aluga ou fale com a equipe para uma orientação personalizada.


Perguntas frequentes sobre quanto gastar com aluguel

Qual o percentual ideal da renda para gastar com aluguel?

A referência mais utilizada por planejadores financeiros e pelo Banco Central do Brasil é de até 30% da renda mensal líquida familiar, incluindo aluguel, condomínio e IPTU. Esse limite preserva espaço no orçamento para as demais despesas essenciais e para a formação de reserva financeira.

O cálculo deve ser feito sobre a renda de uma pessoa só?

Não necessariamente. Para casais e famílias, o correto é somar a renda líquida de todos que vão contribuir com as despesas do imóvel. Um casal onde cada um recebe R$ 4.500 líquidos tem renda familiar de R$ 9.000, e é sobre esse valor que o limite de 30% deve ser aplicado. Isso muda significativamente as opções de imóveis acessíveis dentro do orçamento.

O cálculo deve ser feito sobre a renda bruta ou líquida?

Sobre a renda líquida, que é o valor que efetivamente cai na conta depois de todos os descontos em folha. É com esse dinheiro que o aluguel é pago. A diferença entre bruto e líquido pode ser significativa dependendo do regime de trabalho e da faixa de tributação.

E se o orçamento não comportar o imóvel ideal?

Duas alternativas práticas: ajustar o bairro ou o padrão do imóvel para encontrar uma opção que caiba na renda familiar, ou avaliar se há uma segunda fonte de renda que pode ser somada ao cálculo. Comprometer regularmente mais de 35% da renda familiar com moradia cria uma fragilidade financeira que aparece na primeira emergência.

O condomínio entra no cálculo dos 30%?

Sim. O limite de 30% considera o custo total de moradia: aluguel, condomínio e IPTU. Analisar só o aluguel e ignorar o condomínio é um dos erros mais comuns no planejamento e pode levar a comprometimentos acima do recomendado sem que a família perceba.

O mercado de aluguel em Blumenau está caro para 2026?

Os aluguéis subiram 8,63% nos últimos 12 meses, acima da inflação, segundo o FipeZAP. O mercado está aquecido e os valores refletem uma cidade que cresce consistentemente e tem forte demanda por moradia. A chave é fazer o cálculo correto da renda familiar líquida antes de escolher o imóvel.


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