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Se o seu contrato de aluguel faz aniversário em agosto de 2026, este post é para você. O IGP-M de julho de 2026 foi divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) no dia 30 de julho, e o número que define o reajuste dos contratos com vencimento em agosto já está disponível.
O IGP-M caiu 1,16% em julho de 2026, aprofundando a queda registrada em junho, quando o índice já havia recuado 0,50%, segundo dados oficiais da FGV IBRE. Com esse resultado, o índice acumula alta de 2,08% no ano e de 2,76% em 12 meses.
É esse percentual acumulado de 12 meses, 2,76%, que serve de base para o reajuste anual dos contratos que têm o IGP-M como índice e que completam 12 meses em agosto.
O IGP-M, Índice Geral de Preços do Mercado, é um dos principais indicadores econômicos do Brasil. Calculado e divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), ele mede a variação de preços em três frentes: os preços no atacado, com peso de 60% no índice; os preços ao consumidor, com 30%; e os custos da construção civil, com 10%.
No mercado imobiliário, o IGP-M ficou conhecido como a "inflação do aluguel" por ser historicamente o índice mais utilizado nos contratos de locação residencial para calcular o reajuste anual. A Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/91) permite que as partes escolham livremente o índice de reajuste, desde que esteja previsto em contrato. O IGP-M é o mais comum, mas IPCA e IVAR também são usados.
A queda de 1,16% em julho foi impulsionada principalmente pelo recuo no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que caiu 1,74% no mês, com destaque para a queda das matérias-primas brutas (-3,89%), segundo dados da FGV IBRE. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou praticamente estável, com leve queda de 0,01%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,62%, desacelerando em relação aos 0,85% de junho.
O número que importa para quem vai reajustar o aluguel em agosto não é a variação do mês. É o acumulado dos últimos 12 meses, que chegou a 2,76% em julho de 2026, segundo dados oficiais da FGV.
Para contextualizar: em julho de 2025, o IGP-M havia caído 0,77% e acumulava alta de 2,96% em 12 meses, segundo a FGV. O acumulado de 2,76% em agosto de 2026 representa o menor patamar de reajuste dos últimos meses, muito abaixo dos picos históricos do índice e também abaixo do IPCA no mesmo período.
O cálculo é direto. Multiplique o valor atual do aluguel pelo percentual acumulado e some ao valor original:
Fórmula: Valor do aluguel x 1,0276 = novo valor do aluguel
Exemplos práticos:
Base: IGP-M acumulado 12 meses em julho de 2026 (2,76%), divulgado pela FGV/Ibre em 30/07/2026.
Não. O reajuste é um direito do proprietário, não uma obrigação. A Lei do Inquilinato permite o reajuste anual com base no índice previsto em contrato, mas nada impede que proprietário e inquilino acordem condições diferentes, desde que respeitado o prazo mínimo de 12 meses entre reajustes.
Em um mercado aquecido como o de Blumenau, onde o aluguel residencial acumula alta de 8,63% nos últimos 12 meses segundo o Índice FipeZAP, aplicar apenas o IGP-M de 2,76% pode significar que o imóvel está sendo alugado abaixo do valor de mercado. Vale avaliar se o valor do contrato ainda reflete a realidade do bairro e do imóvel.
Blumenau tem 361.261 habitantes segundo o Censo IBGE 2022, com estimativa de 385.558 pessoas para 2025 e crescimento de 1,31% ao ano. A cidade lidera a valorização imobiliária de Santa Catarina em 2026, com alta de 5,46% no primeiro semestre, segundo o Negócios SC com base no Índice FipeZAP.
Nesse contexto, um IGP-M de 2,76% é positivo para os inquilinos, mas coloca uma pergunta importante para os proprietários: meu imóvel está precificado corretamente? Se o mercado subiu acima do índice, e em Blumenau subiu consideravelmente, o contrato pode estar defasado em relação ao valor real de locação.
A Zroo acompanha o mercado de locação em Blumenau continuamente e pode ajudar proprietários a entender se o valor do aluguel está adequado ao momento, seja na renovação do contrato ou na precificação de um novo imóvel. Acesse https://zroo.com.br/proprietarios/ para saber mais.
Qual o IGP-M para reajuste de aluguel em agosto de 2026?
O IGP-M acumulado dos últimos 12 meses até julho de 2026 é de 2,76%, segundo dados oficiais divulgados pela FGV/Ibre em 30 de julho de 2026. Esse é o percentual aplicado nos contratos com aniversário em agosto que usam o IGP-M como índice.
Quando o IGP-M é divulgado?
O IGP-M é divulgado mensalmente pela FGV/Ibre, geralmente no último dia útil do mês de referência. O índice de julho, divulgado em 30/07, é o que rege os reajustes de agosto.
O proprietário é obrigado a aplicar o IGP-M?
Não. O reajuste é um direito previsto em contrato, não uma obrigação. Proprietário e inquilino podem negociar livremente, desde que respeitem o prazo mínimo de 12 meses entre reajustes, conforme a Lei do Inquilinato.
O IGP-M pode ser substituído por outro índice?
Sim. As partes podem acordar qualquer índice no contrato: IPCA, INPC, IVAR ou IGP-M. A escolha deve estar expressa no contrato. Não é possível trocar o índice no meio do contrato sem acordo entre as partes.
O que fazer se houver dúvida sobre o reajuste do contrato?
Em caso de dúvida sobre o índice aplicável ou o valor correto do reajuste, fale com a Zroo em https://zroo.com.br/aluga/
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Publicado por Zroo Imóveis
Os primeiros 30 segundos dentro de um apartamento revelam mais do que qualquer checklist. Antes de abrir armário ou testar torneira, o corpo já processa luz natural, temperatura, ventilação, cheiro e ruído. São exatamente esses elementos que vão impactar a qualidade de vida de quem mora ali todos os dias. Luz insuficiente não muda com decoração. Apartamento sem ventilação cruzada acumula calor no verão blumenauense. Cheiro de mofo indica umidade que as fotos não mostram. Ruído de trânsito ou de elevador é mais audível nos primeiros segundos do que em qualquer outro momento da visita. Aprenda a ler esses sinais antes de perguntar qualquer coisa ao corretor. Depois dos 30 segundos, siga para o checklist técnico.
Alugar um imóvel sem imobiliária parece simples: você conhece o imóvel, tem interessados e economiza a taxa de administração. O problema é o que acontece depois da assinatura. No primeiro bimestre de 2026, as imobiliárias brasileiras atenderam 18,6% mais interessados e ainda assim fecharam 10,2% menos contratos, segundo levantamento do Imobi Report com dados do Dashimob. Selecionar o inquilino certo ficou mais difícil. A taxa de inadimplência no aluguel ficou em 3,35% em fevereiro de 2026, segundo a Superlógica. Um processo de despejo pode levar mais de um ano. Em Blumenau, onde os aluguéis subiram 8,63% em 12 meses, um contrato mal precificado ou com triagem fraca pode custar muito mais do que qualquer taxa de administração. Análise de crédito, contrato sem brechas, vistoria técnica e reajuste no prazo certo exigem tempo, ferramentas e conhecimento que a maioria dos proprietários não tem disponível no dia a dia.
O CUB Residencial Médio de Santa Catarina chegou a R$ 3.158,88 por metro quadrado em setembro de 2026, com variação de 0,24% no mês e acumulado de 5,54% em 12 meses, segundo o Sinduscon SC. O CUB Comercial Médio ficou em R$ 3.360,29. O índice saiu de R$ 3.012,64 em janeiro para R$ 3.158,88 em setembro, uma diferença de R$ 146,24 por metro quadrado em apenas nove meses. Para quem tem imóvel na planta com correção pelo CUB, esse acumulado já está refletido nas parcelas atuais. Construir está ficando mais caro, o que tende a sustentar os preços dos imóveis prontos em Blumenau.